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“Michael” faz história e transforma trajetória do Rei do Pop em fenômeno mundial nos cinemas

A força cultural de Michael Jackson voltou a mobilizar plateias em diferentes partes do mundo. A cinebiografia “Michael”, dedicada à trajetória do artista, ultrapassou a marca de US$ 1 bilhão em bilheteria global e tornou-se a primeira produção biográfica a alcançar esse patamar na história do cinema.

O resultado também representa uma conquista inédita para a Lionsgate. O estúdio independente nunca havia lançado um filme capaz de superar US$ 1 bilhão nas salas de exibição. Antes de assumir o projeto, a empresa enfrentou a resistência de grandes companhias cinematográficas, preocupadas com os riscos comerciais e com as controvérsias que acompanharam a vida do cantor.

A aposta, entretanto, encontrou uma resposta expressiva do público. Após cerca de três meses em cartaz, o longa acumulou aproximadamente US$ 372 milhões nos Estados Unidos e no Canadá, além de quase US$ 630 milhões nos demais mercados internacionais. O desempenho confirma que a influência de Michael Jackson continua atravessando fronteiras e gerações.

Dirigido por Antoine Fuqua, o filme acompanha a formação artística de Michael desde a infância, quando começou a cantar com os irmãos no Jackson 5, até a transformação em um dos maiores nomes da música mundial. A narrativa destaca os desafios enfrentados nos bastidores, a disciplina artística, as relações familiares e a construção de uma identidade musical que mudaria definitivamente a indústria do entretenimento.

Um dos elementos que mais chamaram a atenção foi a escolha de Jaafar Jackson, sobrinho do cantor, para interpretar o protagonista na fase adulta. A escalação aproximou a produção da família e despertou curiosidade desde as primeiras imagens divulgadas. Na infância, Michael é interpretado por Juliano Krue Valdi. O elenco ainda reúne nomes como Nia Long, Colman Domingo, Miles Teller, Laura Harrier e Mike Myers.

O sucesso colocou “Michael” acima de produções biográficas que anteriormente dominavam esse segmento. O longa superou “Bohemian Rhapsody”, sobre Freddie Mercury e a banda Queen, e também ultrapassou a arrecadação mundial de “Oppenheimer”, drama histórico dirigido por Christopher Nolan.

A recepção, porém, não foi uniforme. Enquanto o público demonstrou forte aprovação, parte da crítica considerou que o roteiro apresenta uma visão excessivamente favorável do artista e evita aprofundar alguns dos episódios mais controversos de sua vida. A produção opta por concentrar a narrativa principalmente na ascensão musical, nas performances e na dimensão cultural do chamado Rei do Pop.

O desempenho comercial reforça o interesse crescente de Hollywood pelas cinebiografias musicais. Histórias de artistas conhecidos oferecem uma combinação atraente de memória afetiva, sucessos reconhecidos e grandes apresentações recriadas para o cinema. No caso de Michael Jackson, esse potencial alcançou uma escala inédita.

Mais do que um êxito financeiro, a marca de US$ 1 bilhão revela a permanência do cantor no imaginário popular. Décadas depois de conquistar o mundo com suas músicas, coreografias e videoclipes, Michael Jackson volta ao centro da cultura internacional, agora por meio de uma produção que transformou sua trajetória em um dos maiores fenômenos cinematográficos de 2026.

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REVISTA CINEMA